Parada para descanso

Enquanto aguardo a minha próxima atividade agendada, fiz alguns passeios na região de Bariloche.
No mês de junho 2007 estive aqui, mas com muita neve, e agora, sem nada de neve, ficou muito mais facil fazer algumas atividades. A primeira foi um passeio de catamaran pelo lago Nauhel Huapi até o Bosque de Arrayanes, na Peninsula de Quetruhue, e para a Ilha Vitória. Uma coisa bem boa aconteceu depois de embarcar, ficar sentadinho na poltrona e começar a ouvir as instruções da tripulação; a guia da empresa que contratei o serviço me chamou e me direcionou para a parte de cima do barco, para minha surpresa era o setor VIP, poltronas confortáveis, bebidas e comidas liberadas...bem...não sei porque ganhei este brinde, mas o que fiz foi relaxar e aproveitar a vista privilegiada!
Outro passeio legal foi no Cerro Otto. Fui até lá para almoçar no restaurante/cafeteria giratório e, acabei descobrindo lá em cima algumas trilhas fáceis de fazer e com belíssimas paisagens, dica para quem quer fazer umas caminhadas leves.

O que fazer...

No momento escrevo de Bariloche...
Houveram algumas mudancas no planejamento.
A velejada, que estava planejada para ser a primeira atividade, por enquanto está em stand by, o veleiro está na costa do Chile, seguindo para aportar em Valparaíso. Esta demora, se deve a falta de ventos na regiao e o cansaco da tripulacao.
Tinha planejado, também, fazer um trekking de 7/9 dias na regiao de Chalten, um trekking nos Campos de Gelo, mas entrei em contato com as operadoras locais e no mês de janeiro nao há previsao da realizacao, pois nao existem guias e para fevereiro existe uma remota possibilidade e como nao posso esperar, pois tenho que estar em movimento, tô fora.
A Susy já retornou para o Brasil e já chegou em casa...
Vim para Bariloche, pois existem bom lugares para trekking, travessias e ascensao de vulcoes.
Mas na verdade, descobri, depois de 20 anos de mochila nas costas, que nao gosto de viajar sozinho, acho que tô meio deprê....
Vou achar o que fazer...tchau

Impressoes II

Olá pessoal, mais algumas impressoes: Quando retornamos de San Pedro de Atacama para Santiago, fizemos este recorrido de bus. Neste dia caiu o maior temporal em San Pedro. Viajamos num bus que parecia aqueles lá do interiorzao, sujo e fedendo a banheiro, foi desagradável, mas após 2h de viagem, na cidade de Calama, eles pararam o bus para a limpeza, mas essas 2h foram de maior sufoco...imagina viajar sentado num vaso sanitário, de praca pública, por 2h....imagina, imagina, sente o cheirinho! E para completar a viagem, faltando uns 30km para chegar em Santiago o bus pifou, faltou água no radiador, um baita calor e nós no asfalto. Esperamos o próximo bus da mesma empresa que estava por passar e embarcamos para Santiago. De Santiago para Mendoza... Descobrimos que, na regiao de Mendoza, além da producao de vinho, eles também produzem azeitonas e azeite de oliva. Segundo especialistas, aqui se produz o vinho Concha y Toro, considerado o terceiro melhor vinho do planeta, ao custo de U$ 50 a garrafa.

impressoes...

Existem algumas opcoes de trekking: ascensao de vulcoes, alguns deles ativos (o Chile é o país com maior numero de vulcoes do mundo), trekking c/acampamento no deserto e com as lhamas para carregar a carga. Durante as atividades é aconselhavel carregar e consumir no minimo 2 litros de agua, usar muito protetor solar e, mesmo assim estar com roupa que proteja bem o corpo, pois o Sol pega pra valer...
Encontramos também, algumas espécies de camelídeos, tais como: guanaco, vicunha e lhama. Ah...falando em lhama, no Vilarejo de Machuca, experimentamos um espetinho de lhama ...os vegetarianos que nos desculpem, mas tava bem bom !!!
Aqui experimentamos temperaturas extremas, de -5c a 40c e inclusive a formacao de pequenos tornados, mas o que mais nos surpreendeu foi termos presenciado algo raro...uma tormenta de raios e chuva forte. Isso aqui é um desastre total, pois a cidade nao tem estrutura para chuvas fortes. O que vimos foi um povo ao mesmo tempo surpreso e amedrontado, pois suas casas literalmente se "desmanchavam" , o barro dos tetos escorria pelas paredes. Sentimos aqui mais um efeito das mudancas climaticas....

San Pedro de Atacama

Vilarejo com uns 1800hab, quase todas as casas feitas em barro, clima muuito seco , quente durante o dia e frio a noite. Aqui o clima maltrata o corpo, a pele, os cabelos...a altitude deixa a gente um meio devagar e com pouco apetite, mas opcoes para comer bem é que nao faltam ! muitos bares e restaurantes legais, simples mas cheios de estilo. A cidade pára depois das 13h e só recomeca às 17h, primeiro porque durante o dia os turistas estao todos nos passeios e segundo porque nao da para aguentar o calor da tarde...nem ar condicionado nem ventiladores existem por aqui, a nao ser que voce se hospede em algo tipo Hotel Explora. Até tem internet, mas ainda é discada na maioria dos lugares. Nosso primeiro passeio foi dar uma passadinha no Planeta Marte e uma voltinha pela lua , quer dizer, algo muito parecido com isso...Valle de la Luna, esse lugar parece mesmo ser outro mundo, onde na hora do por-do-Sol fica tudo em um tom alaranjado e o terreno desertico,mas bem acidentado,deixa a sensacao de termos estado em outro planeta mesmo ! para todos os lados muita areia, muita pedra, mas mais que tudo...muito sal ! O Salar de Atacama é maior que a cidade de Sao Paulo! O segundo passeio foi para os Salares e Lagunas Altiplanicas, estas a 4200m...já dá pra sentir um pouco a falta de oxigenio. Lagunas de agua doce de uma beleza ímpar! Descobrimos aqui, 3 diferentes espécies de Flamingos. O terceiro passeio e acho que o mais esperado, foi os Geysers del Tatio. Tivemos que acordar as 3 da matina para chegar lá antes do nascer do dia, que é quando a agua quente debaixo da terra, em contato com o ar gélido, forma colunas de vapor. A temperatura da agua gira em torno de 85C e a temperatura ambiente estava em torno dos -5c !!!! muuito frio e muuito vento e a altitude pegando...4500m !! haja coracao...

a Susy chegou

oi pessoal, estamos aqui em San Pedro de Atacama. A minha viagem pra cá foi tranquila, exceto quando cheguei em Santiago...fui fazer o check-in e nao quiseram aceitar minha identidade ! Disseram que era porque tinha sido expedida a mais de 10 anos....ahhh tive que colocar o sobrenome Ma em acao e ter um ataque histérico para que me deixassem passar... no final tudo deu certo. Depois jà dentro do aviao, achei que estivesse sentada ao lado da Barbie...mas de uma outra "catigoria" se é que me entendem ! a guria era brasileira e estava indo para Antofagasta (Chile) para ganhar uma graninha extra fazendo programa ! era um tipinho...e me contou cada história...e eu ainda tinha que ficar com cara de séria achando aquilo tudo muito normal...ela nem sabia preencher o papel da imigracao! eu que tive que fazer isso por ela e ...quando chegou na pergunta profissao...ela pensou pensou e disse : ah poe modelo!...eu só pensei...coitadas das modelos sérias.

Três pratos de trigo para três tigres...

Pessoal, ontem, quarta-feira, retornei para Santiago, pois a partir daqui estarei indo rumo norte em direcao ao Deserto do Atacama. Mas algumas coisas me chamaram a atencao nesta viagem, desde Mendoza para Santiago.
Primeiro: Por volta das 3:30 desta quinta, paramos na aduana Argentina/Chile, depois de apresentar os documentos obrigatórias, a polícia aduaneira pede que todos passem a sua bagagem de mao pelo detector, assim como, as malas do bagageiro(isso mesmo, eles retiram todas as malas do bagageiro e passam na esteira). Eles revistam tudo e todos.
Existe, por parte do Ministério da Saúde e Agricultura, a proibicao de entrar com produtos de origem vegetal e animal. E nao é que neste exatato momento, tive um clique e percebi que havia uma maca na minha mochila de mao, de imediato tratei de comê-la e aguardando os trâmites aduaneiros, ouvi uma voz "passajero del assiento 35", me fiz de salame...chamou pelo nome "Sr Ronaldo", opzzz, levantei a mao e me apresentei. A menina estava com uma maca na mao e perguntou se era minha, pois estava no meu assento - com o coracao saindo pela boca, respondi: nao, esta maca nao é minha, eu tinha uma mas já comi lá fora.
Para finalizar, quem pagou a multa foi a empressa e ônibus e fiquei conhecido como o homem-maca.
Segundo: A aduana Argentina/Chile, localiza-se obviamente na fronteira e na Regiao de Los Andes.
Para aqueles que conhecem a Serra do Rio do Rastro, aquilo lá é brinquedo de crianca comparando com este lugar. Tu desce e nao pára mais, várias e várias curvas, rodeados pelo Andes, é magnífico, a impressao é que se está entrando num buraco e vai sair lá na China. Olha, o lugar é eeeeeesssspetaculaaarr!!!!! Esta passagem foi feita a noite. Se fosse de dia, a história poderia ser...quem sabe...o cocô nas calcas, pois se fosse eu o motorista, pensaria muito em descer. O lugar é gigantesco e maravilhoso!
Terceiro: Cheguei na rodoviária de Santiago, fui para uma lancheria e pedi um café. Crendo que iria saborear uma singela e gostosa xicrinha de café, mas nao é que me trouxeram um copo de 500ml. Eles devem ter relacionado a proporcao de tamanho, um café grande para um cara grande. Pergunto, quem é que toma 500ml de café numa sentada? e olha que eu adoro café, mas foi demais...

rumo ao deserto...

O Deserto do Atacama ou do Pato Negro, na língua Mapuche, está localizado na região norte do Chile. Com cerca de 200 km de extensão, é considerado o deserto mais alto e mais árido do mundo, pois em conseqüência das correntes marítimas do Pacífico não conseguirem passar para o deserto, chove muito pouco na região, por causa de sua altitude. Assim, quando se evaporam, as nuvens úmidas descarregam seu conteúdo antes de chegar ao deserto, podendo deixá-lo durante épocas sem chuva. As temperaturas no deserto variam entre 0ºC à noite e 40ºC durante o dia. Em função destas condições existem poucas cidades e vilas no deserto; uma delas, muito conhecida, é San Pedro do Atacama, que tem pouco mais de 3 000 habitantes e está a 2 400 metros de altitude. Por ser bem isolada é considerada um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro. Apesar de pequena e isolada no coração do deserto mais árido do mundo, San Pedro possui uma vida agitada, mesmo depois da meia noite, os bares e restaurantes ficam lotados com pessoas conversando e planejando o dia seguinte.

Trekking Aconcágua

Olá pessoal, cá estou, após três dias de alta montanha. O trekking no Aconcágua é beeemmmm bonito, mas difícil, principalmente se nao nos aclimatamos. O clima, durante o dia estava bom, com temperatura média de 25 C, mas durante a noite... Eramos um grupo de 10 pessoas, 2 gaúchos, 1 argentino, 2 canadenses, 1 australiana e 4 dinamarqueses, todos com experiência de alta montanha. Somente eu e a outra gaúcha éramos os novatos. As trilhas sao sempre por dentro dos vales e sempre em ascensao. O trekking do primeiro dia já deixou duas pessoas do nosso grupo de cama e no segundo dia foi difícil para mim, mas cumpri a missao. No acampamento Confluência podemos encontrar toda a infra para fazer as trilhas, seja por 1, 2 ou até 15 dias, que é o caso dos grupos que vao para o cume. Bem, depois de provar o tal do "mal da altitude" e de 3 dias de trekking neste lugar maravilhoso, voltamos para Mendoza.
O MAL DA ALTITUDE!
O "Mal da Altitude" nao é um defeito. E somente um sintoma de mal aclimatacao a altitude, que nao deve ser ocultado ou desconhecido por andinistas. Alguns podem acreditar que o esgotamento é sinal de debilidade ou falta de treinamento e ocultam seu mal. Outros, culpam a incomodidade de dormir em barracas ou alimentacao, sem saber que os melhores andinistas podem experimentar estes sintomas.
Reconhecer o mal com antecedência e fazer um diagnóstico precoce, evitará complicacoes graves como o edema pulmonar e edema cerebral.
A partir de alguns sintomas que você mesmo pode observar, poderá saber quando a altitude te afeta.
SINTOMA/PONTOS
Cefaléia: 1 Náusea ou anorexia: 1 Insônia: 1 Tontura: 1
Cefaléia que nao cede com Aspirina: 2 Vômito: 2
Dispnéia do Sono: 3 Fadiga anormal ou muito intensa: 3
Diminuicao da diuresi: 3
PONTUACAO/ GRAU /O QUE FAZER
1 a 3 - Leve - Aspirina
4 a 6 - Moderado - Aspirina, repouso e parar a subida
mais de 6 - Severo - Descer

Agora começa a aventura...

Depois de fazer escala aérea em Santiago do Chile, aguardar 8 horas para pegar um ônibus, viajar mais de 8 horas, passar por uma revista na aduana da argentina, que quase fomos para o paredao....cá estou, em Mendoza. A cidade é bem legal, um meio termo entre Buenos Aires e Colonia do Sacramento, com ruas e calcadas largas e arborizadas, muitos cafés e gente bonita. Tem muita loja de vestuário e equipamentos e também, operadoras de turismo aventura. Lugar pra bater perna, aqui, nao falta. Quanto aos vinhos, ainda nao cheguei perto. Aqui na cidade a temperatura é alta e nao ficamos melecados, mas o corpo sempre pede água. Amanha, sábado, farei um trekking de 3 dias no Cerro Aconcágua, até um local chamado Plaza Francia, que está a 4.20o mnsm. Na montanha, muito pelo contrário da cidade, a temperatura está em torno de -10 C. Pra quem gosta de frio, tá maravilhoso. Na segunda-feira, conto como foi e colocarei vaaaaaaaaaarias fotos.

Aconcágua-Mendoza/Argentina

O monte Aconcágua - Sentinela de Pedra - tem 6.962 metros de altitude, e é simultaneamente o ponto mais alto das Américas, de todo o Hemisfério Sul e o mais alto fora da Ásia. Fica localizado nos Andes Argentinos, a cerca de 112 km da cidade de Mendoza. Está localizado no Parque Provincial Aconcágua, cuja entrada fica próxima ao povoado de Puente del Inca. Por ser a montanha mais alta das Américas desafia todos os anos montanhistas de todo mundo a escalá-la.
Existem alguns locais para acampamentos para quem deseja realizar a subida da montanha: Confluência a 3368 m de altitude, Plaza Francia, a 4.200m, Plaza de Mulas 4370 m. - que é o acampamento base -, Nido de Condores a 5560 m e Berlim a 5926 m. Apesar de sua altitude, o Aconcágua não é uma montanha difícil de ser escalada do ponto de vista técnico, pois para atingir o seu cume pela rota normal não é necessário que o montanhista realize escaladas técnicas. O desafio que a montanha apresenta é um teste de resistência física pois o montanhista tem que superar o frio e a falta de oxigênio comum às grandes altitudes.